Guilherme Mannis
Guilherme Mannis (São Paulo) é um músico e maestro brasileiro. É bacharel e mestre em música pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp). É Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Sergipe desde 2006. Esteve já à frente de importantes grupos orquestrais brasileiros tais como Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Sinfônica de Ribeirão Preto, Orquestra da Rádio e Televisão Cultura, Sinfônica de Santo André, Sinfônica da Universidade de Londrina, Orquestra Sinfônica da Unicamp e Petrobras Sinfônica; no México, conduziu a Orquestra Sinfônica Carlos Chávez. Teve como principal professor o maestro John Neschling (Osesp) e participou de cursos com Kurt Masur e Jorma Panula.
Foi vencedor do I Concurso Jovens Regentes e Solistas (São Paulo, 2002), realizado pela Fundação Eleazar de Carvalho associada à Orquestra da Rádio e Televisão Cultura (Sinfonia Cultura), comandando o grupo em concerto prêmio. Participou de diversos festivais com notável atuação, entre os quais se destacam as performances desenvolvidas em Campos do Jordão sob a orientação dos maestros John Neschling e Kurt Masur, e Instrumenta, no México, sob orientação de Jorma Panula.
Guilherme Mannis assumiu o cargo de Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Estado de Sergipe em agosto de 2006, desenvolvendo com o grupo projeto reconhecido nacionalmente de inserção da orquestra no cenário artístico nacional. Entre suas conquistas destacam-se a guinada artística do grupo com a contratação de novos, jovens e talentosos músicos de todo o país, a realização de três temporadas anuais de concertos, a criação do projeto Sinfonia do Saber, em que crianças e jovens de Escolas Públicas vêm ao Teatro Tobias Barreto pela primeira vez, a realização do Projeto Domingo no Parque, com apresentações mensais do grupo ao ar livre ao cair da tarde e a realização de concertos no interior, da Zona do Agreste até o Sertão Sergipano, levando a música clássica a comunidades carentes até então desprovidas de contato com a magia da música de concerto.
Entre os artistas que o Maestro trouxe e convidou a Aracaju estão grandes nomes do cenário artísitco nacional e internacional, como Emmanuele Baldini, Michel Legrand, Amaral Vieira, Eduardo Monteiro, Wagner Tiso, Roberto Tibiriçá, Roberto Duarte, Abel Rocha, Carlos Moreno, José Luís de Aquino, Regina Elena Mesquita, Laszlo Mezö e Cristian Budu, entre outros. Entre as peças apresentadas pela ORSSE no período de sua direção destacam-se a Sinfonia nº3, Órgão, de Saint-Saens, as Sinfonias 4, 5 e 6 de Tchaikovsky, quase todo o ciclo Beethoven, Sinfonias 8 e 9, de Dvorak, o Ciclo “Des Knaben Wunderhorn” de Mahler, além do projeto especial de valorização de música brasileira, em que se incluem a apresentação de diversas Bachianas e Suítes Orquestrais de Villa-Lobos e primeiras audições mundiais de compositores contemporâneos (Edson Zampronha, Rael Gimenez, Dimitri Cervo).
Guilherme Mannis foi ainda regente assistente de Cláudio Cruz junto à Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e Regente Assistente da Orquestra de Câmara da Unesp, bem como apresentador do programa Sala de Concerto, dedicado à difusão da música sinfônica em Sergipe, entre 2007 e 2008. Para 2009 e 2010, tem compromissos agendados com a Sinfônica do Espírito Santo, Sinfônica de Santo André, Orquestra de Câmara do Amazonas e Shenandoah Symphony Orchestra (EUA), entre outras.